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Roteiro Cravo
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Roteiro Canela
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Passeio Ecológico
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Curiosidades
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Imagens
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Catedral de São Sebastião
Um dos três padroeiros da cidade, S. Sebastião dá nome à bela e majestosa Catedral em estilo eclético, com límpidos vitrais, altas colunas coríntias e abóbadas romanas imensas. Em outros tempos, enquanto as beatas e damas da sociedade freqüentavam as missas, alguns jovens da época, como Jorge Amado, participavam do "footing" na praça, levando as namoradas ao cinema ou à sorveteria ao lado. A Catedral está citada no romance "Gabriela Cravo e Canela", tem um interior belo e simples e fica na Praça Dom Eduardo.
Bar Vesúvio
Tem fama equivalente aos mais notórios bares de intelectuais de todo o mundo. Reduto de Gabriela e Nacib, personagens do romance "Gabriela Cravo e Canela", nele se reuniam os coronéis do cacau, na época de ouro, para falar de suas aventuras sexuais e empresariais e dos assuntos mais quentes: a política regional e, naturalmente, a cotação do cacau. Desde sua criação, o Vesúvio passou por vários proprietários, mas conserva o seu estilo arquitetônico. Praça Dom Eduardo, 190.
Teatro Municipal
Ilhéus efervescia nos movimentos culturais, o "Cine-Theatro de Ilhéus" incentivava os jovens que tinham inclinação para as artes. O velho teatro foi recordado por Jorge Amado não apenas por motivos culturais, mas principalmente sentimentais: "No Cine Theatro, rapazola em férias, namorei em matinês românticas, roubei beijos e troquei juras de amor - emoções inesquecíveis". Inaugurado em 1932, o teatro recebeu grandes companhias líricas, atores, atrizes e cantores famosos, nacionais e estrangeiros. Foi reconstruído pela Prefeitura em 1986 com capacidade para 475 pessoas e é considerado por muitos como um dos melhores do país, em acústica, conforto e beleza.
Casa de Cultura Jorge Amado
Construída nos anos 20 pelo pai do romancista, Sr. João Amado Faria, nesta casa Jorge Amado passou boa parte de sua vida e escreveu alguns capítulos do seu primeiro romance "O País do Carnaval". Nasceu ali, portanto, o Jorge Amado escritor. Tempos depois, a casa tornou-se sede da Faculdade de Direito e após sua restauração de 1997, voltou-se para a cultura. Agora, expõe um acervo pessoal do escritor, com livros, fotos, esculturas e curiosidades a respeito da cultura e formação do autor e de toda a região Cacaueira. Rua Jorge Amado, 21.
Casa dos Artistas
Antiga residência do Coronel Adami de Sá, prefeito de Ilhéus no inicio do século e chefe de uma facção política poderosa. Foi adquirida por um empresário suíço que fundou a Casa dos Artistas, destinada a exposições de pintura, escultura, cerâmica, cursos e outras atividades artísticas. Sua fachada continua fiel às suas origens. Fica na Rua Jorge Amado, 31.
Associação Comercial de Ilhéus
Neste prédio trabalhava o poeta Sosígenes Costa, homem afeito às letras e avesso à boemia da época. Nele se inspirou Jorge Amado para traçar a figura de Sérgio Moura, no romance "São Jorge de Ilhéus". E diz: "Era apenas o chefe da secretaria, ganhando seu ordenado com a obrigação de ouvir discussões dos fazendeiros, dos comerciantes e dos exportadores nos dias de reunião semanal. Mas se distraía escrevendo seus poemas, em ouvir pássaros, em colher orquídeas, em ler Marx e outros revolucionários". Fica na Praça J.J. Seabra.
Estátua de Sapho
Sapho foi uma poetisa grega, registrada na história como a primeira mulher a lutar pelo direito de igualdade entre homens e mulheres. A estátua em sua homenagem é a única na América do Sul e foi arrematada em leilão pela esposa de um grande coronel do cacau na época. Em estilo neoclássico, esculpida em mármore de carrara no início do século XX, está na Praça J.J. Seabra, em frente ao Palácio Paranaguá.
Palácio Paranaguá
Sede atual da Prefeitura Municipal, este prédio foi inaugurado em dezembro de 1907 pelo então Prefeito, o Coronel Adami de Sá, que o mandou erigir em 1898 no lugar do antigo Colégio dos Jesuítas. Esse funcionou até 1817, quando deu lugar à Câmara Municipal. Conta a história que o local era um cemitério de índios tupis, desde a fundação da capitania em 1534. Foi nominado em homenagem ao Governador da Bahia, Marquês de Paranaguá, que elevou Ilhéus à condição de cidade. Fica na Prça J.J. Seabra.
Igreja Museu São Jorge
Construída com pedras lapidadas de maneira artesanal, é a igreja mais antiga do centro de Ilhéus, inaugurada em 1556. Sua arquitetura primitiva permaneceu intacta através do séculos, graças a várias e cuidadosas restaurações. O museu guarda um pequeno acervo de obras sacras dos séculos XVI, XVII e XVIII. Há uma valiosa imagem secular de São Jorge, sem o cavalo, única na América Latina. A igreja é símbolo da época de fé e crença na saga do cacau e fica numa esquina da Rua Antônio Lavigne de Lemos. O calçamento desta rua foi feito com paralelepípedos comprados em 1907 a um navio inglês que aqui aportou. Diz a história que foi a primeira rua calçada de Ilhéus para servir à cerimônia de casamento da filha de um dos Coronéis, na Igreja de S. Jorge.
Casa do Coronel Misael Tavares
Construída em 1914, numa esquina da Rua Antônio Lavigne de Lemos, perto da Igreja São Jorge, a casa, ou melhor, o palacete do Coronel Misael, um dos homens mais ricos da região, tinha o charme e requinte da época, com maçanetas de cristal importadas da Bélgica, tapetes persas e desenhos no teto igual ao assoalho. Ali eram comentados os rumos sociais e as decisões políticas na efervescência da saga do cacau. Misael foi prefeito e dono absoluto do poder na região. Expressiva figura do romance "Gabriela Cravo e Canela". Hoje o prédio é sede da Maçonaria.
Casa de Tonico Bastos
Ali na Praça Ruy Barbosa morava Tonico Bastos, dono de um cartório e protagonista do romance "Gabriela Cravo e Canela". Sempre bem vestido, limpo e perfumado, Tonico cultivava com esmero um fino bigode bem aparado, como armadilha de sedução. Tinha fama de mulherengo e gostava da vida boêmia. Uma vez seu pai lhe perguntou: "O que vai ser quando crescer?" Prontamente ele respondeu: "Marido". Casou-se quatro vezes e teve vários filhos, menos com a primeira mulher.
 
Restaurante Gabriela Cravo e Canela
Inspirado no título da obra mais lida do romancista, o Ilhéus Praia Hotel dedica a cozinha do seu restaurante a um dos mais gostosos atributos da personagem que, sem polêmica, provocava deleite geral e reconhecimento unânime: a prenda culinária.
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